Raquel Cecília Lopes Carneiro

RELATO E REVELAÇÕES

 

Era uma vez, será uma vez e eternamente será uma vez. Tudo começou a 08 (oito)anos atrás quando fui convidada para ir na cidade de Conceição dos Ouros no Tenda de Umbanda Pai NHÔ NHÔ da cachoeiras e Caboclo Pena Verde, sem conhecer nada de lá, a minha aluna sempre preocupada comigo me convidou diz pra eu passar no Pai Francisco da Guiné e depois de eu resistir por algum tempo fui e assim peguei a ficha pra ele e ficamos na expectativa de chegar a nossa vez de estar diante dele. Ao chegar me minha vez senti uma emoção enorme sem saber explicar o que acontecia e sentei diante do Pai e depois de me abençoar tamanha foi minha surpresa pois era a primeira vez que passava com ele e ali naquele recinto, sem me conhecer e perguntar nada sobre mim,  me diz que eu iria um dia passar para uma tela a sua imagem. A emoção foi tamanha que não lembrei de perguntar como eu poderia fazer um retrato dele sem ao menos imaginar como ele foi na vida real.

Daí passamos a minha consulta normal razão da minha presença lá naquele recinto, o que ocorreu normalmente como ele faz com todos que passam com ele. Fiquei tão deslumbrada com tanta fé quando recebi as orientações do Pai Francisco pois naquela época eu sentia tantas dores pelo corpo inteiro, pois os problemas eram tantos que tive que voltar lá por varia vezes, e nestas idas e vindas passei por cirurgias espiritual nos seios que eu nem sabia e nem imaginava o que acontecia naquele momento. Assim foi com as minhas dores de cabeça, coluna vertical e lombar, joelho e garganta. Onde hoje ainda tenho meus problemas mas com a minha fé estou firme e o melhor de tudo isto, que eu hoje faço parte da casa do Pai, tornando assim a minha gratidão maior.

E nestas idas minha lá, um dia ele me diz que eu precisava levar o meu esposo pois ele estava com um problema sério de saúde, tomei um grande susto, pois o via sempre saudável. Consegui com algumas dificuldades fazer o meu esposo me acompanhar onde ele sentia meio inseguro, e diante do Pai Francisco relatou a ele que estava com uma doenças bem grave e que precisava procurar os médicos o mais rápido possível, mas mesmo assim ele iria me curar. Assim ele procurou o médico e fez os exames e constatou uma doença grave, câncer no intestino em grau bem elevado. Pela gravidade da situação foram uma correria de exames e mais exames o que nos d ‘estruturou emocionalmente, pois o prazo para cura que o Pai havia nos dado era bem curto, pouco mais de 2 meses ou seja não poderíamos passar do mês de Dezembro de 2009 para a cirurgia e termos sucesso.

Neste período que corríamos para fazer todos os exames, o Pai Francisco estava trabalhando na cura e fez uma cirurgia espiritual junto com o Pai Nhô Nhô, e antes desta cirurgia na tenda o Pai fez uma em minha casa, daí quando terminou todo estes rituais espirituais voltando em sua presença, seria a nossa última visita ao Pai Francisco antes da cirurgia, e a nossa expectativa era grande, chegamos por voltas das 05:00  da manhã para pegamos a ficha pra ele, e assim aconteceu e éramos uns dos primeiros a passar com ele, e ai aconteceu algo bastante estranho que nos deixou meio preocupados mas ao mesmo tempo mantínhamos a nossa fé, pois víamos todos sendo atendidos e nós não éramos chamados, quando foi por volta do meio dia a sua cabone  Simone que é a Iya Talabi nos chamou e diz que o Pai Francisco pediu que  gente fosse até a cidade e procurasse um lugar pra meu esposo tomasse um banho e descanses e que deveríamos voltar por volta das 18:00h e mesmo sem saber de nada assim o fizemos e voltamos as 18:00h aproximadamente, e chegando avisamos  a cabone Simone a nossa presença, e vimos sua preocupação com gente pois o Pai mandou a gente ficar sentado lá esperando,  e assim foi passando as horas e eu sentia meu esposo calmo sereno e em nenhum momento ele reclamou da demora, ai vi o quanto vale ter fé, pois ele dizia sempre vamos ver  o pai vai nos dizer hoje, de onde estamos víamos a preocupação da cabone Simone com demora de nos atender. Depois de uma longa espera ela nos chamou e diz que o pai iria nos atender, isto já passava das 20:00h, mas a expectativa aumentou, pois chegou a hora de saber o que iria acontecer com gente, mas para nossa surpresa maior o Pai Francisco da Guiné deu um longo abraço e abençoou e diz que ele está CURADO pela fé dele e que a cirurgia com os médicos era necessário para somente tirar o mal ou seja o tumor que estava dentro, pois já estava morto e não poderia ficar dentro de dele, e nem quimioterapia e ou radioterapia seria necessários  e  que já poderia ir embora e fazer a cirurgia, isto não durou mais que 2 ou 3 minutos, foi neste instante que percebemos que o tempo que ficamos lá na espera, ele estava curando o meu esposo para nossa alegria e felicidade, voltamos tão seguro quanto há isto que graças a Deus correu tudo bem na cirurgia alguns dias depois.

Passado todo estes acontecimento acabamos ficando amigos do casal Márcio que é o Babá Ifá Toqui e da Simone que é a Iya talabi, que no ano seguinte montou sua primeira casa espiritual na cidade Pouso Alegre, onde passamos a frequentar sempre, por um período, mas pra surpresa nossa um belo dia o Márcio nos comunica que teria que deixar tudo naquela cidade e partir para um cidade no estado de São Paulo onde iria montar sua casa espiritual definitiva. E assim aconteceu e foram parar em São José dos Campos, onde passamos a frequentar sempre, daí veio o convite para fazemos parte da corrente e passamos ajudar espiritualmente, e ai conseguimos levar os nosso filhos e hoje só temos que agradecer aos nossos pais maiores esta graça de estamos fazendo parte desta família.

E foi nesta época na tenda em São José dos Campos que ele Pai Francisco da Guiné me relatou como ele era realmente para eu poder revelar sua identidade pelas minhas mãos em uma obra de óleo sobre tela, era uma grande responsabilidade pois fiquei imaginar porque fui a escolhida pra ter esta honra, era um grande desafio, mas com sua ajuda e a graça de Deus eu consegui, e aqui vou dizer como foi o sua revelação que assim expressei na tela:

O Pai Francisco era um cidadão europeu fidalgo alto, loiro, de cabelos longo de olhos azuis, sendo que um dos olhos foi ferido por um dos seus servidores que o servia constantemente, ficando o olho meio serrado, onde foi retratado na tela, o que me deixou mais curiosa se observamos no Babá que é o cavalo do Pai podemos ver nitidamente um dos seus olhos meio serrado. Ele abandonou tudo, a riqueza, vida luxuosa e até a família, trocando roupas finas por uma túnica e um gajado que o ajudava a subir e descer ladeiras, reunias nas sinagogas com as pessoas que o seguia para poder cumprir na sua missão que era de ajudar os menos favorecidos e nas curas a todos que nele acreditava. Como só eu sabia destes relatos, quando a tela foi apresentada na tenda alguns dos nossos filhos da época duvidaram se era realmente o Pai Francisco, foi quando ele levantou pegou o seu cajado e diz a todos, ali estava retratado tudo aquilo que ele me havia dito para surpresa de todos, afirmando que aquele ali era ele realmente.

            Dando continuidade ao nosso relato nesta mesma cidade recebemos dois convites que nos honraram muito dos nossos amigos Marcio, o Babá e a Simone, a Iya, para sermos seus padrinhos de casamento e também sermos os padrinho espiritual da única filha deles, a Katherine, a Kati, solidificando a nossa grande amizade que além de filhos da casa nos tornamos amigos pessoais.

            Antes de encerramos tenho que fazer um agradecimento há uma pessoa que foi a responsável por tudo isto ter acontecido, pois foi ela que me incentivou e me levou na Tenda de Umbanda Pai NHÔ NHÔ da cachoeiras e Caboclo Pena Verde, há esta amiga temos uma grande gratidão, onde sempre pedimos pelos Orixás guiarem sempre seus caminhos. Para finalizar gostaria de aqui expressar toda minha gratidão aos nossos Pais maiores, por tudo que fizeram por toda minha família. Agrademos de coração ao Pai Francisco da Guiné, Caboclo Flecheiro das Matas Virgens, a Vó Maria Redonda, Cabocla Janaína por nos permitir de participar como filhos casa Luz de Odara.

 

Raquel Cecília Lopes Carneiro

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